Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Legitimidade da Televisão Pública na Era Digital

 

José Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social, moderou a sessão plenária sobre Serviço Público Televisivo. Para Alberto Arons de Carvalho, o primeiro orador, os desafios imediatos do serviço televisivo público em Portugal centram-se em questões económico-financeiras que envolvem problemas de credibilidade e legitimidade. Para o deputado e investigador na área dos media, as prioridades deste serviço em Portugal pautam-se pela coesão social e oferta de novos sectores com qualidade e audiência.

 

A questão da legitimidade surge como conflito na era do monopólio e nesta nova Era Digital. Para Arons de Carvalho, o conceito de universalidade da era digital impõe um dilema: “dirigir-se a públicos específicos ou oferecer novos canais e serviços”. Para o investigador existe uma certeza. Audiência sem qualidade e qualidade sem audiência são um suicídio irreflectido. Por outro lado, a independência tem ser consagrada como eixo de uma política para a Televisão.

 

Emili Prado, da Universidade Autónoma de Barcelona, apresentou dados do mercado espanhol dos últimos anos e defendeu que “quanto mais operadores de televisão existirem no mercado, maior é diversidade da oferta.” Pedro Jorge Braumann da Universidade Nova de Lisboa, apresentou o Modelo de Nissen, explicando como se passou de um serviço público de televisão para um serviço público de media. Não faz sentido actualmente pensar na televisão pública desenquadrada do universo dos outros media, sublinhou.

Enrique Bustamante, da Universidade Complutense, defendeu que o modelo televisivo europeu tem uma grande autonomia devido ao seu financiamento estável. O serviço público de televisão transmite proporcionalidade e transparência, em sintonia com os modelos clássicos da Europa que defendem a história, a cultura e a política.

 

Para o investigador, o debate sobre o serviço público televisivo é na realidade filosófico, ideológico e cultural. A televisão pública tem a missão de regulação/supervisão nas sociedades democráticas mas funciona também como objecto perturbador da diversidade.

 Os conteúdos e a programação do serviço público televisivo são o verdadeiro desafio da qualidade. Bustamante reconheceu a dificuldade de equilibrar audiências, qualidade e diversidade de programação, mantendo a diferenciação em relação à televisão comercial. Polémicas à parte, a verdade é que a maioria da população europeia, considera necessário o serviço público televisivo e reconhece-lhe qualidades.

 

[AFC e SV]

publicado por sopcom2009 às 18:48
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