Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Cinema Entre Arte, Efeitos e Filosofias

 A relação do cinema com o pensamento e as ligações entre literatura e cinema estiveram em debate na quarta sessão de “Estudos Fílmicos”, moderada por Paulo Braz Clemêncio Schettino. Participaram na temática: Elisabete Rodrigues e Carmen Jose da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Universidade São Judas Tadeu, Vânia Guerreiro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Susana Viegas da Universidade Nova de Lisboa.

 

Elisabete Rodrigues, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e Carmen Jose,  vinda da Universidade Judas Tadeu, falaram sobre a evolução descritiva da migração do Nordeste para o Sudeste Brasileiro, estabelecendo pontes de contacto entre o livro de 1938, Vidas Secas, à sua adaptação para filme em 1963, Bicicleta de Arara, até ao filme de 2003, O Caminho das Nuvens.

 

O estudo deste movimento migratório característico da região foi sendo feito através da literatura e do cinema, e a evolução dos meios de transmissão da mensagem acompanharam a evolução simbólica das suas personagens; por exemplo, enquanto em Vidas Secas o “nordestino” caminha sem tirar os olhos do chão, em O Caminho das Nuvens este segue de cabeça erguida, e este percurso é transmitido pelo realizador enquanto este filma os caminhantes com o céu como linha de horizonte.

 

 

Vânia Guerreiro falou dos filmes da era digital, como Beowulf, e de como estes representam um “regresso às origens do cinema”, através do “fascínio pela novidade e reacções sobre os públicos” que estes provocam. Para demonstrar essa ideia, falou de Chaplin em Tempos Modernos - sem efeitos especiais a não ser a própria presença do autor, conseguindo transmitir a sua mensagem pela expressão corporal e não pela mensagem falada.

 

Para Vânia Guerreiro, “tal como o cinema esteve para o séc. XX, estão os videojogos para o séc. XXI”. O regresso às origens faz-se pelo efeito que este “novo cinema” provoca no público.

 

Susana Viegas discursou sobre filosofia e cinema, aplicando o termo “filmosofia”. Nas suas palavras, “alguns filmes não só levantam questões filosóficas como apresentam as respostas”. Na sua opinião, “tal como o cinema se tornou filosófico, a filosofia também se tornou fílmica” e é do interesse dos filósofos estudar este fenómeno.

 

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publicado por sopcom2009 às 12:15
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