Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Realidades construídas

Na terceira sessão temática de Jornalismo da LUSOCOM, Roseane Arcanjo Pinheiro, da Universidade Federal do Maranhão, apresentou um estudo sobre jornalismo político que abordava as relações entre Brasil e Portugal. Para tal, usou como fonte de pesquisa o primeiro impresso da província do Maranhão, entre os anos de 1821 a 1823. Analisando o jornal “O Conciliador”, chegou à conclusão que se dava o mesmo espaço a política brasileira e a política portuguesa. 

 

 

Rosângela Stringari, da Universidade Positivo de Curitiba-Paraná, abordou o uso da tecnologia na construção da realidade. Stringari visitou Israel, fez entrevistas e filmagens que mostraram o outro lado do país: seguro, cheio de vida e história. Contrapôs as imagens recolhidas com as de noticiários e jornais que mostram a insegurança e violência vividas em território israelita. E concluiu: “a verdade não é somente a que passa nos jornais”, é necessário “desmistificar a realidade construída pelos media”.  

 

[EH]
publicado por sopcom2009 às 20:39
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Imagem em directo

Na segunda sessão de Comunicação nas Organizações, Paulo Salgado, da Universidade do Minho (UM), sublinhou a importância dos websites na construção da reputação das universidades em Portugal, num estudo elaborado em co-autoria com Teresa Ruão, também da UM. A Internet, explicou, permite um acesso directo à imagem que a organização pretende passar ao seu público. Carlos Ricardo, da Universidade Lusófona, discutiu a questão da comunicação organizacional e a sua importância na sedimentação de estratégias empresariais de sucesso.

 

[SV]
publicado por sopcom2009 às 19:58
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O segundo dia LUSOCOM

A cobertura dos eventos LUSOCOM desta manhã, plena de sessões temáticas, encontra-se aqui, elaborada por alunos da Universidade Lusófona, onde está a decorrer o evento.

 

 

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 19:52
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Tendências de webdesign e a política na imprensa portuguesa

Na segunda sessão temática de Jornalismo da LUSOCOM Cláudia Irene de Quadros, da Universidade Tuituti do Paraná, e Itanel Quadros, da Universidade Federal de Paraná, discutiram as tendências do design no webjornalismo.

 

O objectivo do estudo é apurar se essas tendências são actuais ou meras coincidências, uma vez que a maioria dos webjornais têm uma disposição semelhante, facilitando a navegação.

 

Carla Baptista, da Universidade Nova de Lisboa, explorou em “Apogeu, Morte e Ressurreição da Política nos Jornais Portugueses” o tratamento da política nos jornais português entre 1900 e 1974. A investigadora centrou a sua apresentação em três épocas específicas: pré-salazarismo, salazarismo e marcelismo.

 

[SV]
publicado por sopcom2009 às 19:47
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Cobertura do primeiro dia LUSOCOM

A tarde do primeiro dia LUSOCOM, dia 14, foi marcada pelo início das sessões temáticas paralelas, que permitiram a muitos investigadores, divididos por áreas de interesse, vir apresentar os seus trabalhos perante a comunidade científica.

 

Aqui deixamos dois registos em vídeo durante essa tarde.

 

 

 

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 19:28
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Conferência de Abertura SOPCOM/Ibérico

A Conferência de Abertura dos Congressos SOPCOM/Ibérico contou com Moisés Lemos Martins como keynote speaker. Abaixo encontram-se algumas fotografias da sessão. Com ele esteve também António Machuco Rosa e Manuel José Damásio.

 

 

 

[DSC]

publicado por sopcom2009 às 19:14
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Lançamentos de Livros

Na noite passada foram lançados vários livros e revistas, e deixamos aqui como memória algumas fotografias do evento que encerrou o primeiro dia do Congresso LUSOCOM.

 

 

 

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 18:48
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Corpos magros, perfeitos e sedutores

Maria João Cunha Silvestre, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, apresentou um estudo sobre “As representações do corpo feminino na publicidade da imprensa”, que marcou o início da segunda sessão de Estudos Culturais e de Género.

 

 

A investigadora analisou a imagem da mulher nas revistas juvenis e encontrou corpos magros, perfeitos e sedutores. Este tipo de representação do feminino é “muitas vezes a causa para as mulheres se sentirem insatisfeitas com a sua aparência física pois a imagem de corpo magro é privilegiado nas sociedades ocidentais”.

 

Maíra Ribeiro, da Universidade do Minho, investigou “As imigrantes brasileiras no jornalismo impresso regional”, em parceria com Carla Cerqueira, também da Universidade do Minho. Foram analisadas as ocorrências da palavra “brasileira” num jornal local português (Diário do Minho) e um italiano (L’Adige).

 

Os resultados encontrados foram bastante semelhantes: “são retratadas como prostitutas ou criminosas. Umas vezes aparecem como vítimas e outras como agressoras. Em 90% dos casos são tratadas com desrespeito”.

 
[EH]

 

publicado por sopcom2009 às 17:31
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Um Sonho que Hoje É Realidade

“Maior pesquisa e legitimidade na área da comunicação”, foi o apelo de Margarida Kunsch, da Universidade de São Paulo, na abertura da primeira sessão temática de Publicidade e Relações Públicas. Centrando-se na evolução do estudo das Relações Públicas, Kunsch referiu que no início esta área dirigia-se a aspectos práticos e funcionalistas. Hoje em dia, as novas produções científicas mergulham em questões como comunicação interna e responsabilidade social em época de crescimento comunicacional.

 

 

A investigadora brasileira apontou a publicidade como um símbolo de carácter e mudança social, um movimento expressivo na década de 90, como que “um sonho que hoje é realidade”. Em resposta à pergunta – “Se o Marketing e a Publicidade resultam porque não aplicá-lo a causas sociais?”, respondeu que existem ganhos óbvios para o movimento das marcas em questão, isto é, com a mediatização de temas há consequentemente ganhos para os publicitários. 

 

Sara Balonas, da Universidade do Minho, analisou em “Contributos da Publicidade Social no Espaço Lusófono”, a campanha de solidariedade em favor de Timor-Leste de 1992 e classificou-o como um exemplo do humanismo na escrita e apresentação publicitária.

 

[AFC]
publicado por sopcom2009 às 16:16
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Passeio real vs virtual

 

Na primeira sessão temática sobre Cibercultura, coordenada por José Gomes Pinto, da Universidade Lusófona, Natália Lopes, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) abordou a comunicação e as tecnologias de informação inseridas na sociedade dos media, um estudo em co-autoria com Joaquim Escola, também da UTAD. Partindo de Paul Virilio, a investigadora defendeu que com cada meio técnico novo, surge o seu reverso, ou seja, “com o navio vem o afundamento”.

 

Artur Alves, da Universidade Nova de Lisboa, enumerou “Dez Propostas para uma Filosofia das tecnologias da Comunicação”. Entre estas, sublinhou a importância da presença física, defendendo que não é saudável substituir o passeio “real”pelo passeio virtual na Internet. Outra proposta passa pelo aposta na criatividade, que deve ser feita independentemente do meio em causa. A sessão encerrou-se com um debate em torno da questão: “serão os momentos nos espaços de encontro em rede equivalentes aos encontros físicos?”. 

 

[SV]
publicado por sopcom2009 às 14:26
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Analisar a informação cor-de-rosa televisiva

Na segunda sessão temática de Comunicação Audiovisual e Multimédia, Mª del Camino Gallego Santos discutiu o fenómeno da informação televisiva cor-de-rosa e dos programas de crónica social, debruçando-se especificamente sobre o Información del Corazón. Gallego Santos afirmou que existem duas etapas na história da televisão: a Paleotelevisão, que nasceu em 1956, e a Neotelevisão, marcada pelas mudanças políticas, sociais e económicas.

 
Daniela Zanetti, da Universidade Federal da Bahia,  analisou os canais televisivos alternativos do Brasil em "Do Vídeo à Televisão: a Periferia e suas (próprias) Representações" enquanto Carolina Bettencourt, da Universidade de Aveiro, apresentou o estudo "O Hipervídeo aplicado à Cibermuseologia", elaborado em co-autoria com Rui Raposo. 

  

[IF]

publicado por sopcom2009 às 14:18
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Auto-regulamentação da Publicidade e Defesa de Liberdades

Rui Estrela, da Universidade Lusófona, abriu a primeira sessão temática da LUSCOM de Direito e Ética da Comunicação. O investigador apresentou um estudo em torno da auto-regulamentação da informação publicitária transmitida em Portugal, fazendo também uma comparação com Espanha. Existem muitas queixas contra a publicidade, que é frequentemente rotulada de enganosa e ofensiva, explicou. A regulamentação surge, assim, como a chave para a tornar fiável e segura. Rui Estrela acrescentou que em Portugal quem se queixa mais são as empresas e não as pessoas singulares, sobrepondo-se “a ética comercial à do consumidor”.  

 

 

Joaquim Fidalgo, da Universidade do Minho e antigo provedor do jornal Público, discutiu a recriação de um conselho de imprensa e a necessidade de “defender a liberdade de imprensa contra o poder e defender o público contra o abuso dessa liberdade”. O investigador afirma que é necessário “prestar contas daquilo que se está a fazer” para ser possível regulamentar os meios de comunicação social. 

  

[EH]
publicado por sopcom2009 às 13:54
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Era da Digitalização e Desequilíbrios informativos

Os Sistemas Digitais de Comunicação incorporam tecnologias em função dos novos dispositivos, defendeu Ana Sílvia Médola da Universidade Estadual Paulista, na abertura da primeira sessão temática de Comunicação Audiovisual e Multimédia, coordenada por Xosé Soengas, da Universidade de Santiago de Compostela. A era da digitalização audiovisual, explicou a investigadora brasileira, pauta-se pela complexidade e pela inter-disciplina. Quando existe um nível elevado de analfabetismo, a aferição da usabilidade da digitalização faz-se com grande dificuldade.

 

Amanda Paz Alencar, da Universidade de Santiago de Compostela, analisou os desequilíbrios informativos em Espanha segundo o âmbito geográfico e as temáticas tratadas. Este desequilíbrio, explicou, reproduz-se no jornalismo em análises críticas de acontecimentos e silêncios de novas culturas, iniciativas privadas e circuitos alternativos.

 

 

A televisão pública brasileira na perspectiva interesse público/cidadania política, foi o tema explorado por Vanderli Carvalho, da Universidade Federal de São Paulo. Como fazer uma programação isenta de critérios ideológicos? De que forma o discurso interfere na liberdade de expressão? Duas questões colocadas a Vanderli Carvalho, que ficaram em aberto. 

 

[AFC]
publicado por sopcom2009 às 12:36
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Novas Formas de Pensar o Design

 

A primeira sessão temática de Estética, Arte e Design, moderada por Jorge Carvalho, da Universidade Lusófona, começou com uma reflexão sobre o Ecodesign e o aparecimento de novas formas de pensar o Design, da autoria de Fernando Miguel Marques, também da Universidade Lusófona. A abordagem incidiu essencialmente nas novas formas de pensar a ecologia e na prática dos “5 R’s”: reduzir, reutilizar, reciclar, refabricar e recobrir/restaurar. O investigador sublinhou que a aposta nas soluções ambientais é um acto de cidadania.

 

 

“A Influência da Internet no Design Gráfico Editorial das Publicações em Papel” foi a temática apresentada por Ana Veloso, da Universidade de Aveiro, resultado de um estudo elaborado em co-autoria com Sabrina Bleich, também da Universidade de Aveiro, e Berenice Santos Gonçalves, da Universidade Federal de Santa Catarina. O desafio dos jornais da actualidade para conseguirem manter-se em pé de igualdade com os seus congéneres digitais no que diz respeito a usabilidade é muito grande, explicou Ana Veloso. Trata-se de uma batalha que se discute entre o “estático” e o “hipertexto”.

 

publicado por sopcom2009 às 11:02
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A Praxis Política na Era Digital

Neusa Demartini Gomes, da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, abriu a primeira sessão de Comunicação Política do LUSOCOM com um estudo arqueológico sobre a política. Focando-se na propaganda, Demartini Gomes discutiu a importância da imagem dos políticos. Deu como exemplo o presidente brasileiro, Lula da Silva, para ilustrar a ideia de espectacularização e personalismo na política, afirmando que “a sua imagem foi sendo modificada ao longo do tempo: passou de trabalhista a neo-liberal“. Esta mudança gerou muitas críticas na sociedade brasileira, uma vez que a imagem do presidente deixou de estar associada à dos sindicatos.

   
 
"A Comunicação Política na Era da Internet" foi  o tema analisado por João Canavilhas, da Universidade da Beira Interior “, que estudou fenómenos como a Web 2.0. "Aquilo que interessa às audiências é, principalmente, aquilo que não interessa aos políticos”, afirmou.   Segundo Canavilhas, a comunicação política assenta em três pliares: discursos, comportamentos políticos e opinião pública. O investigador sublinhou o crescimento da percepção de participação cívica através de novos dispositivos de comunicação política, como o Youtube ou o Sapo Vídeos.
 
Cristiane Bru Bernardes, jornalista responsável pela cobertura da Câmara dos Deputados no Brasil, apresentou algumas teorias acerca da informação política e falou sobre o poder Bi-Cameral do Estado Brasileiro, constituído por 503 deputados. A investigadora referiu que no Brasil “poucas pessoas têm condições para comprar um computador e são ainda menos aquelas que podem aceder à internet”, concluindo que “existe falta de estratégias políticas unificadas de resposta”.

 

 

[IF]

publicado por sopcom2009 às 09:22
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Ficha Técnica



Edição e Coordenação
Carla Rodrigues Cardoso
Daniel dos Santos Cardoso

 


Redacção e Fotografia das temáticas
Ana Filipa Cordeiro
Chrystian Lima
Edi Hernandez
Irina Freitas
Paulo Rosa
Rui Joaquim
Silvana Veiga

 


Coordenação Vídeo
Sara Pina

 


Grafismo
Timóteo Rodrigues

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