Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

João Paulo II e Mediatização do MST

José Carlos Marques, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, abriu a segunda sessão de Semiótica e Análise do Discurso do LUSOCOM. O investigador analisou o tratamento noticioso do falecimento de João Paulo II em vários jornais, focando-se nas primeiras páginas e nos respectivos títulos.

  

Sobre os resultados encontrados, José Carlos Marques explicou que “muitas vezes, a imagem não condiz com o título e vice-versa, ou seja, a imagem pressupõe um pensamento diferente daquele que o título indica”. O investigador concluiu que “cada discurso implica uma produção de sentido específica que acaba por criar diferentes representações da realidade”.   

 

Kleber Mendonça, da Universidade Federal Fluminense, apresentou o tema “A “Ocupação Midiática do MST: Estratégias Discursivas na Luta por Hegemonia”. O objectivo da investigação foi entender a influência da mediatização num movimento social contestatário. No caso concreto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Kleber Mendonça concluiu que os media brasileiros tiveram a capacidade de influenciar a percepção pública do acontecimento. 

 

[EH]

publicado por sopcom2009 às 23:15
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A Mediação do Tema Saúde

Esta segunda sessão sobre Comunicação e Ciência LUSOCOM teve na intervenção de Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, um dos seus pontos fortes. A investigadora abordou o papel da cobertura do tema Saúde nos Media e a sua importância.

 

De acordo com os resultados da sua análise, a Saúde aparece com um carácter “pendente”, quando outras temáticas não são suficientes para preencher a agenda jornalística, complementou Zara Pinto-Coelho, colega e co-autora de Felisbela Lopes. O Instituto Português de Oncologia foi referido como uma das fontes mais recorrentes para justificar intervenções mediáticas, “fonte esta que pode ter cariz científico ou constitucional”, acrescentou.

 

[AFC]

 

publicado por sopcom2009 às 20:37
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Discutindo os Novos Media

A sessão plenária “Novos Media e Desenvolvimento”, moderada por Manuel da Costa Leite, da Universidade Lusófona, iniciou-se com a apresentação do projecto Fabricarte por Cristina Gouveia, da empresa YDreams. Este projecto de espaço público e novos media consiste em atrair e desenvolver talentos locais que criam sinergias únicas, combinando ciência, arte e desporto, disponibilizando aos utilizadores os recursos necessários para o sucesso.

 
 
 

Massimo Felice, da Universidade de São Paulo, abordou a questão das tecnologias comunicativas do habitar e a crise do antropomorfismo social. O investigador italiano analisou a utilização dos novos media por parte das populações nativas e classificou-as como redes sociais atópicas, de tecnologia e transformação social. O autor considera que a utilização dos novos media nestas produções de carácter periférico instaura uma crise no pensamento sociológico.

 

A intervenção seguinte ficou a cargo de José Rebelo, do ISCTE, que fez uma abordagem sobre a “comunicação em tempo de crise”. Segundo o investigador, é necessário criar um ponto de partida para o “politeísmo dos valores”, uma busca de consensos onde, por exemplo, “o conceito abstracto de harmonia passe a ser um conceito concreto”.

 
 

Manuel José Damásio, da Universidade Lusófona encerrou a sessão com a apresentação do tema “Da natureza da experiência no uso dos media: literacia e aprendizagem”. O investigador enumerou alguns dos problemas que a relação entre literacia e media provoca, destacando a falsa aprendizagem e a possível confusão entre conhecimento e entretenimento. Propôs ainda uma reabilitação da Teoria dos Efeitos.

 

[RQ e SV]

publicado por sopcom2009 às 20:20
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Legitimidade da Televisão Pública na Era Digital

 

José Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social, moderou a sessão plenária sobre Serviço Público Televisivo. Para Alberto Arons de Carvalho, o primeiro orador, os desafios imediatos do serviço televisivo público em Portugal centram-se em questões económico-financeiras que envolvem problemas de credibilidade e legitimidade. Para o deputado e investigador na área dos media, as prioridades deste serviço em Portugal pautam-se pela coesão social e oferta de novos sectores com qualidade e audiência.

 

A questão da legitimidade surge como conflito na era do monopólio e nesta nova Era Digital. Para Arons de Carvalho, o conceito de universalidade da era digital impõe um dilema: “dirigir-se a públicos específicos ou oferecer novos canais e serviços”. Para o investigador existe uma certeza. Audiência sem qualidade e qualidade sem audiência são um suicídio irreflectido. Por outro lado, a independência tem ser consagrada como eixo de uma política para a Televisão.

 

Emili Prado, da Universidade Autónoma de Barcelona, apresentou dados do mercado espanhol dos últimos anos e defendeu que “quanto mais operadores de televisão existirem no mercado, maior é diversidade da oferta.” Pedro Jorge Braumann da Universidade Nova de Lisboa, apresentou o Modelo de Nissen, explicando como se passou de um serviço público de televisão para um serviço público de media. Não faz sentido actualmente pensar na televisão pública desenquadrada do universo dos outros media, sublinhou.

Enrique Bustamante, da Universidade Complutense, defendeu que o modelo televisivo europeu tem uma grande autonomia devido ao seu financiamento estável. O serviço público de televisão transmite proporcionalidade e transparência, em sintonia com os modelos clássicos da Europa que defendem a história, a cultura e a política.

 

Para o investigador, o debate sobre o serviço público televisivo é na realidade filosófico, ideológico e cultural. A televisão pública tem a missão de regulação/supervisão nas sociedades democráticas mas funciona também como objecto perturbador da diversidade.

 Os conteúdos e a programação do serviço público televisivo são o verdadeiro desafio da qualidade. Bustamante reconheceu a dificuldade de equilibrar audiências, qualidade e diversidade de programação, mantendo a diferenciação em relação à televisão comercial. Polémicas à parte, a verdade é que a maioria da população europeia, considera necessário o serviço público televisivo e reconhece-lhe qualidades.

 

[AFC e SV]

publicado por sopcom2009 às 18:48
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Retórica e Influência

Manuel Joaquim de Sousa Pereira, da Universidade de Compostela, abriu a primeira sessão temática de “Retórica e Argumentação” no âmbito do Congresso SOPCOM, com uma análise subordinada ao campo da Performance e Marketing Pessoal. Focou a atitude das pessoas, a sua marca pessoal e argumentação e os três saberes necessários à afirmação perante o mundo exterior.

 

“O sucesso pessoal não existe sem felicidade” afirmou, referindo-se assim aos indicadores sociais da auto-realização. Entre a comunicação massificada e o marketing pessoal interpõe-se a necessidade de partilhar e, ao mesmo tempo, de manter algo escondido, como um jogador de póquer.

 

 

 

“De que forma o poder pessoal influencia o outro?” Esta foi a questão retórica colocada por José Esteves Rei. “O que somos deve reflectir o que fazemos/falamos. Como um bebé que quando nasce estranha e depois entranha”, respondeu. Tudo isto envolve um trabalho de convencimento, falar a língua do outro, persuasão, retórica e argumentação.

 

[AFC]

publicado por sopcom2009 às 18:24
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Viver em Confronto com os Media

António Machuco Rosa deu as boas vindas aos congressistas na Sessão de Abertura da SOPCOM. De seguida deu a palavra a Moisés de Lemos Martins, presidente da SOPCOM, que proferiu a conferência inaugural intitulada “A Mobilização Infinita Numa Sociedade de Meios sem Fim”.

 

O fenómeno da Globalização foi apontado por Lemos Martins como um movimento do Mundo, com características de universalismo político, isto é, um agir sem fronteiras geográficas, éticas e religiosas. De forma sintética, explicou, falamos e escrevemos sempre em resposta ao confronto com os Media, em resposta ao nosso embate com o Mundo.

 

 

Para Moisés de Lemos Martins, esta Globalização surge “melancolicamente” e estabelece uma desarticulação entre os cidadãos, ou seja, cria a sociedade em rede. Esta crise permanente transforma o indivíduo num ser autónomo livre e racional. Mobilizadora de tecnologia, a Globalização seduz a sociedade para um movimento de mercado global.

 

A intervenção dos Media nesta arte digital encerra a era dos Media Clássicos e protagoniza a revolução dos Media Actuais. “Os media gastam a actualidade em novidade”, concluiu-se. Assim, a dignidade humana tem poucos defensores no pensamento da nossa modernidade trágica. 

 

[AFC e SV]

publicado por sopcom2009 às 18:16
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“Sangue, suor e lágrimas”: o êxito da ciência nos media

Na conferência de encerramento do Congresso LUSOCOM, Ieda Tucherman trabalhou o tema “Mídia e Biopolítica: a Nova retórica do Catastrofismo”. Tucherman estabeleceu uma relação entre ciência e media, que envolve o tratamento de fenómenos como o aquecimento global e outros problemas relacionados com o meio ambiente.

 

O jogo da Física com o tempo estabelece uma relação com o presente e o passado que dá origem uma revolução, defendeu Ieda Tucherman. Para a investigadora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a queda do muro de Berlim marcou o início de uma nova lógica para os Media, antes fundada na Liberdade e Fraternidade e actualmente assente na Saúde, Eficiência e Tecnologia.

 

 

Neste novo modelo de comunicação, a ciência surge como interesse de costumização da cultura de massas, uma quase homogeneização que impede a diversidade nos Media. “Inventa-se uma inversão da visão”, defendeu Tucherman. ”Não é o corpo a cuidar de nós mas nós a vivermos para cuidar do corpo”.

 

Com a revolução da medicina, a pesquisa em revistas científicas tornou-se apetecível para os media. Títulos como Galileu, SuperInteressante e Scientific American  discutem  doenças como “cancro e sida, que garantem o espectáculo, ou seja, sangue, suor e lágrimas” explicou. Na ligação dos media com a biopolítica não encontramos alternativas para vivermos melhor neste mundo, mas essa é a responsabilidade dos comunicadores. “No imaginário político dos países do centro, a catástrofe a evitar tende a substituir a revolução a realizar”, concluiu.

 

[AFC/SV]

publicado por sopcom2009 às 18:11
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Ficha Técnica



Edição e Coordenação
Carla Rodrigues Cardoso
Daniel dos Santos Cardoso

 


Redacção e Fotografia das temáticas
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