Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

“Não existem opiniões anónimas”, defendeu Augusto Santos Silva na cerimónia de encerramento do VI SOPCOM e II Congresso Ibérico

O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, encerrou o VI SOPCOM e o IV Congresso Ibérico, colocando o ponto final numa maratona de quatro dias de discussão de resultados científicos na área das Ciências da Comunicação, que se iniciou dia 13, na Universidade Lusófona, com o VIII LUSOCOM.

 

Os três congressos e o II Colóquio Portugal-Brasil reuniram cerca de 600 investigadores da área das Ciências da Comunicação, maioritariamente portugueses, brasileiros e espanhóis.


O último dia do encontro ficou marcado pela conferência de encerramento proferida por Homi K. Bhabha, teórico da comunicação e professor na Universidade de Harvard. A cerimónia de encerramento foi presidida por Moisés de Lemos Martins, presidente do SOPCOM, José Bragança de Miranda, da Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação (ULHT) e por Manuel José Damásio, da Universidade Lusófona.


 

 

Na cerimónia de encerramento dos congressos, o ministro dos Assuntos Parlamentares destacou a importância destes encontros para a reflexão dos investigadores na área das Ciências da Comunicação. Augusto Santos Silva realçou a importância que os jornalistas devem dar às questões éticas. Para o ministro, além de ser imparcial, o jornalista deve estar pronto a receber “de bom grado” o processo de escrutínio a que a sua profissão o sujeita.

 

Segundo Santos Silva, um bom profissional que trabalhe na área da investigação, como é o caso do jornalista, deve ter um cuidado especial com as metodologias a que recorre. “É importante haver uma separação entre opinião e factos”, defendeu. Argumentou ainda que, embora as fontes anónimas sejam muito úteis para uma investigação, "não existem opiniões anónimas".


 


O ministro saiu da sala com o compromisso de levar ao primeiro-ministro português, José Sócrates, as reivindicações de Moisés de Lemos Martins, que se focaram na maior atenção que deve ser dada ao campo da Ciências da Comunicação.

Expectativas superadas

Cláudia Álvares, coordenadora da Comissão Organizadora dos Congressos, mostrou-se muito satisfeita com os resultados. Para a investigadora da Universidade Lusófona, a presença de Augusto Santos Silva na sessão de encerramento marcou a relevância das questões éticas e deontológicas defendidas ao longo dos quatro dias de congressos. "A participação muito elevada dos convidados nacionais e estrangeiros foram um contributo muito importante para o sucesso do encontro", referiu. No que diz respeito ao balanço final dos quatro dias, considerou que as conferências "superaram as expectativas".

 

[CL]

publicado por sopcom2009 às 23:02
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Direitos a quem respeitar as "diferenças que existem entre nós", defendeu Homi Bhabha

 

Homi Bhabha, professor de literatura Norte-Americana e Inglesa na Universidade de Harward, iniciou o seu discurso declarando-se orgulhoso por “encerrar este congresso filosófico”. O professor, notável teórico pós-colonialista de origem indiana, defendeu a importância da democracia, mas assumiu a sua fragilidade, afirmando que “as minorias estão à margem da sociedade”.

 

     

Por outro lado, no que diz respeito às grandes catástrofes mundiais, Homi Bhabha afirma que “estamos eticamente comprometidos, quando dizemos, a seguir a cada momento de crise, que ‘não se repetirá’. E, dando como exemplo o Holocausto, o teórico afirmou que “se acreditarmos por um minuto que as novas regras não permitirão que volte a acontecer, sem colocarmos a hipótese de que pode mesmo voltar a acontecer, estamos perdidos”. Homi Bhabha concluiu que “todos temos o direito de ter direitos” se respeitarmos as “diferenças que existem entre nós”.

 

 

Bhabha estava acompanhado por Cláudia Álvares, da Universidade Lusófona, uma das principais organzadoras dos Congressos, e que considera a obra de Homi Bhabha como "central para o pensamento contemporâneo".

[IF e PR]

publicado por sopcom2009 às 22:56
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Made in Lusófona

Agora que os congressos acolhidos pela Lusófona chegam ao fim é justo e necessário destacar a vasta equipa que, ao longo dos quatro dias, na sua maioria sacrificando as Férias da Páscoa, foi incansável a troco de uma experiência enriquecedora: alimentar o blogue criado por Timóteo Rodrigues.

Todos os textos das sessões plenárias e temáticas foram redigidos por seis alunos da Licenciatura em Comunicação e Jornalismo, que também fotografaram as sessões temáticas que cobriram: Ana Filipa Cordeiro, Edi Hernandez, Irina Freitas, Rui Joaquim e Silvana Veiga (alunos do 2º ano) e Paulo Rosa (do 1º ano), sob coordenação e edição da jornalista Carla Rodrigues Cardoso, coordenadora pedagógica do curso e pessoa responsável por manter a moral do grupo de trabalho em alta.

As reportagens vídeo foram elaboradas por alunos do 3º ano do Ramo de Jornalismo da Licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura, coordenados por Sara Pina, da Universidade Lusófona: Alexandra Fundo, Ana Faria, Cheila Dias, Chrystian Lima, Elcy Paiva, Fábio Cruz, Filipa Garcia , Flávio Silva, Guilherme Ramos, Inês Rodrigues, Íris Martins, Joana Domingues, Joana Gonçalves, Katya Aragão, Leonel Gomes, Marta Gonçalves, Simão Martins, Soraya Santos, Susana Fernandes, Tiago Abreu e Vânia Negrão.

Sob a coordenação de Filipe Roque do Vale, trabalharam todos os alunos (esmagadoramente da Licenciatura em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia), que fotografaram as sessões plenárias, asseguraram as filmagens e a edição das reportagens vídeo que foram inseridas no blogue: Ágata Silveira, Ana Cabaça, André Inácio, André Pereira, António Botelho, Diana Silva, Filipe Mendonça, Filipe Palha, Francisca Marvão, Francisco Pimenta, Henrique Bagulho, Joana Santos, João Aguiar, João Azevedo, João Farinha, João Rendeiro, João Zacarias, Leandro Ferrão, Luis Lobo, Marco Almeida, Marcos Florêncio, Maria João Gonçalves, Mariana Cruz, Nelson Castro, Pedro Lourenço, Selma Lopes, Sofia Robert, Wilson Pereira.


No último dia, na loucura do fecho, é também necessário reconhecer a ajuda de Sara Henriques, investigadora do CICANT, que também contribuiu de forma essencial para a criação das Actas dos Congressos e o Livro de Resumos.

Falta referir Daniel Cardoso, também investigador do CICANT, que partilhou as tarefas de coordenação e edição do blogue e alimentou o Twitter com Carla Rodrigues Cardoso. Poço infindável de competência a todos os níveis, conciliando mil e uma tarefas relacionadas com os congressos, sem ele teria sido impossível pôr de pé os dois projectos.

Uma última palavra para Manuel José Damásio, co-coordenador dos Congressos, que idealizou os projectos e escolheu a equipa para os gerir com total liberdade.

[CRC]

publicado por sopcom2009 às 22:55
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Ciência Forense ou “Super-Ciência”?

A quinta sessão da SOPCOM de “Comunicação e Ciência”, foi moderada por Anabela Carvalho e Fernando Cascais, e contou com a análise de Filipe Santos, vindo da Universidade de Coimbra, aos casos Maddie e Joana, e como eles foram retratados nos media.

 

Este estudo baseou-se na recolha de artigos publicados que continham referências relevantes à ciência forense dos referidos casos, tendo como base o jornal Correio da Manhã. O objectivo foi demonstrar que “as narrativas da imprensa popular em torno da genética forense são susceptíveis de produzir impactos ao nível da compreensão pública da ciência” e que “a pouca informação acerca da realidade concreta dos técnicos forenses em Portugal é disseminada”.

 

Baseando-se na cultura mediática popular, Filipe Santos referiu a série "CSI - Crime Sob Investigação", que “nos EUA tem sido apontada como responsável por percepções distorcidas da ciência forense no mundo real”.

 

[SV]

publicado por sopcom2009 às 22:54
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Para uma Superação dos Media de Massas: Os Media de Rede

“Um dia tudo será apenas informação entre fortalezas e condomínios privados. Hoje, vivemos um tempo fora do tempo e um espaço que tudo envolve: a mensagem são os meios”, afirmou Fernando Ilharco, da Universidade Católica, na abertura da sessão plenária sobre “Sociedade dos Media”, moderada por José Gomes Pinto, da Universidade Lusófona.

 


António Fidalgo, da Universidade da Beira Interior, debateu o tema “Informação no Telemóvel”. Em 2020, assegurou, o telemóvel será o dispositivo primário de acesso à Internet. A utilização da Internet ultrapassará a tiragem da imprensa e as audiências da televisão já no próximo ano.

O processo de diferenciação nos media modernos foi a temática defendida por António Machuco Rosa. Do século XVII ao século XIX, e com o advento da expressão do movimento social na consolidação da posição da imprensa, deu-se uma acentuação desse processo. Nos dias que correm, a emissão e recepção de dados informativos é feita rapidamente através da internet, telemóveis, desaparecendo assim os processos mais tradicionais da informação.

 

Com esta nova atitude dos media participativos, todas as pessoas podem aspirar a uma posição diferenciadora que consiste na comunicação progressiva. Para além da Comunicação em massa, actualmente discutida, assistimos à evolução de uma Comunicação em rede. YouTube, ligações peer-to-peer, iPod, e muitos outros ícones da cultura tecnológica, foram os elementos discutidos por Gustavo Cardoso. O investigador apresentou o seu trabalho de forma extremamente dinâmica e pouco usual, recorrendo a música e efeitos visuais para assim conseguir um impacto que a audiência sentiu claramente.

 

Um dos dados que mais se salientou ao longo da sessão é a constante transformação e adaptação dos novos media, tendo como ponto fundamental a Internet. E neste meio, como noutros, não se pode ignorar a importância da publicidade, a sua capacidade de influenciar atitudes e comportamentos.

 

Uma outra conclusão vinda da pesquisa mais recente foi a de que se deve ultrapassar o conceito de media de massas. Os media actuais funcionam em rede. Interactividade, imagens em movimento, dinâmica e acessibilidade são algumas palavras de ordem destes novos paradigmas comunicacionais.

[AFC e EH]

publicado por sopcom2009 às 22:29
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Novas formas de Comunidade

O Auditório Agostinho da Silva foi palco da quinta sessão sobre “Comunicação Audiovisual e Multimédia” do VI Sopcom, em que Sara Henriques e Carlos Poupa, da Universidade Lusófona, apresentaram o projecto Mediacult, centrado no estudo das comunidades online. A temática coordenada por Óscar Mealha teve igualmente as participações de Kárita Francisco, da Universidade Nova de Lisboa, Ricardo Nunes, do IPS, Teresa de la Hera, da Universidade de Compustela e Dolors Sampio, da Universidade de Valência.

 



Sara Henriques, que pertence ao Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT) da Universidade Lusófona, fez uma abordagem inicial do estudo, expressando o objectivo de tentar “compreender o potencial da Internet para gerar comunidades”, bem como de perceber de que forma “o uso de novas ferramentas pode conduzir ao aumento de capital social” destas comunidades virtuais.

Carlos Poupa falou de algumas das definições tradicionais de comunidade, defendendo o conceito em que “comunidade é o conjunto de actividades a que se propõe realizar”. Desmistificando a ideia de nos focarmos na tecnologia para definir uma comunidade, trazendo para o centro da análise o conceito de actividade.

Ricardo Nunes, actualmente a desenvolver um estudo sobre as plataformas online da RTP e TVE, deu especial destaque ao não cumprimento “de um serviço público de Internet orientado para a cidadania” de ambos os operadores, e, referindo-se ao sítio da RTP criticou a “ausência de uma marca cultural identitária do país”.

Sobre o uso dos telemóveis por crianças, Kárita Francisco referiu que “na vida quotidiana das famílias o telemóvel constitui uma linha de segurança entre a criança e os pais”.

Teresa de La Hera nomeou as características muito próprias dos videojogos publicitários, considerando que “se dermos muita liberdade ao jogador, perdemos o controlo do objectivo que ambicionámos na campanha publicitária.

Dolors Sampio fez algumas comparações entre a reportagem tradicional e a reportagem multimédia, sendo que acredita que “o uso de recursos multimédia, hipertextuais e interactivos” são as principais marcas do segundo género.

[PR]

publicado por sopcom2009 às 22:19
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Compreender a diversidade humana

Augusto Deodato Guerreiro, da Universidade Lusófona, foi o primeiro orador da segunda sessão temática de “Teorias da Comunicação” do LUSOCOM. O investigador abordou o tema “da mobilidade e acessibilidade de todas as pessoas à informação e à cultura”, explorando a problemática dos indivíduos com deficiência. Deodato Guerreiro defendeu que “o espelho de um país ou de um povo traduz-se no conjunto das suas sensibilidades e na intercompreensão da diversidade humana”.

Por seu lado, Maria Immacolata Vassalo de Lopes, da Universidade de São Paulo, apresentou o tema “A Telenovela como ‘Narrativa da Nação’ - Notas para uma Experiência Metodológica em Comunidade Virtual”, baseado em investigação sobre a ficção televisiva, direccionada para as representações e construções das identidades culturais.

Utilizando um estudo que deu especial atenção à persona, “um dos arquétipos básicos que compõe a psique humana”, Susi Berbel Monteiro, da Universidade de Sotrocada, aprofundou a análise sobre os impactos da Indústria Cultural e dos Meios de Comunicação de Massa.

“Reflexões sobre a prática comunicacional em rede” foi o tema trabalhado por Xenya de Aguiar Bucchioni, da Universidade Estadual Paulista, que expôs a problemática das concepções teóricas que valorizam os aspectos técnicos das novas tecnologias de informação e comunicação. Referindo autores como Wolton e Mattelart, lembrou a “necessidade de se pensar nos aspectos sociais e culturais envolvidos na comunicação e no uso da informação na época da Internet”.

Por último, Zara Pinto-Coelho, da Universidade do Minho (UM), apresentou o tema “Pensando as campanhas de prevenção do VIH/SIDA: uma proposta de investigação”. A investigadora analisou o caso das campanhas públicas portuguesas de prevenção da SIDA. O estudo foi realizado em co-autoria com Helena Pires, Silvana Ribeiro da Silva, Emília Fernandes e Pedro Ribeiro da Silva, também da UM.

[AFC e SV]

publicado por sopcom2009 às 21:58
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Dois exemplos do dinamismo SOPCOM

A redacção deixa-vos com duas reportagens do Congresso SOPCOM. Cada uma delas cobre uma temática diferente, que vos convidamos a descobrir.

 

A primeira reportagem vídeo diz respeito à tarde do dia 16, e a segunda à manhã do dia 17.

 

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 21:54
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Perigos da Globalização

Nico Carpentier, membro do Conselho Executivo da ECREA (European Communication Research and Education Association) e co-director da unidade de investigação Centrum voor Mediasociologie (CEMESCO) da Universidade Livre de Bruxelas (VUB), debateu o tema “Práticas Académicas Globais e Translocais como Contrapeso às Ideologias Europeanizantes”, em sessão plenária de dia 16, no SOPCOM.

De acordo com o investigador, a progressiva europeanização da investigação em Ciências da Comunicação, motivada pela extensiva e cada vez mais frequente cooperação entre investigadores dos vários países da Europa, fundou uma nova partilha de paradigmas e ideias. Nico Carpentier alertou, no entanto, para o facto de os problemas colocados pela globalização não poderem ser esquecidos.

A uniformização reduz a diversidade, defendeu. E apontou três razões principais que contribuem para a redução da multiplicidade. Em primeiro lugar, o facto de se privilegiar investigações de larga escala, em detrimento dos interesses particulares dos investigadores. Por outro, o domínio da investigação institucional e a aproximação das universidades aos modelos empresariais. Por último, o domínio da língua inglesa que, explicou, faz “desaparecer conceitos”, por falta de uso das outras línguas.

[EH e RJ]

publicado por sopcom2009 às 21:53
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Viagem pelos media e pela cidadania

A diversidade de opiniões e a riqueza temática marcaram a Mesa-Redonda «Media e Cidadania» do SOPCOM, moderada por José Luís Garcia, do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa.

Moisés de Lemos Martins, Presidente do SOPCOM, associou “o actual funcionamento dos Media à crise da sociedade e à perda de soberania dos Estados Nacionais”. Ideia que reforçou, afirmando que “os Media constituem o reverso de uma sociedade apática e capitalista”.

François Heinderyckx, Catedrático em Sociologia dos Media e Comunicação Política na Université Libre de Bruxelles, preferiu fazer uma abordagem mais tecnológica, afirmando que “os políticos usam a Internet para mobilizar as pessoas em relação às suas campanhas”, uma vez que “a maioria das pessoas não se interessa pela política”. O presidente da ECREA, sublinhou que apesar da descredibilização em relação à acção política, “é importante não ignorar a legitimidade do voto, e a sua responsabilidade democrática”.

Defendendo o pluralismo nos meios de comunicação comunitários, Miquel de Moragas, director do Instituto da Comunicação da Universidade Autónoma de Barcelona, afirmou que estes meios “se distinguem dos serviços públicos convencionais”. Salientou, ainda, que “a política estatal tende a desaparecer dos critérios da política actual das televisões comunitárias”.

Annabelle Sreberny, presidente do IAMCR (International Association for Media and Communication Research), fez a audiência viajar até aos paradoxos da cultura islâmica. Em relação ao Irão, considerou que “a política cara-a-cara é extremamente difícil, por isso migrou para a Internet, nomeadamente para os movimentos estudantis, femininistas e organizações sindicais”.

[IF e PR]

publicado por sopcom2009 às 21:35
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Brincar, Aprender e Conhecer (com) as Tecnologias de Informação

Na segunda sessão temática de Comunicação e Educação do SOPCOM, António Rosas, do centro de investigação CETAC.MEDIA, explorou a relação entre o uso da Internet e os diferentes níveis de Educação. O investigador realizou uma análise essencialmente quantitativa, a partir do European Social Survey, e concluiu que, em Portugal, quem tem um nível mais elevado de escolaridade utiliza mais a Internet. Além disso, notou-se um grande hiato entre os que concluíram apenas o 9º ano e os que iniciaram o ensino secundário.

Ana Francisca Monteiro, da Universidade do Minho, trabalhou a temática “Crianças e Internet – Aprendizagem e Entretimento”, procurando apurar como lidar com as oportunidades e perigos que a internet proporciona às crianças e jovens. O estudo incidiu na faixa etária dos 8 aos 17 anos, concluindo que actualmente as crianças começam cada vez mais cedo a usar o computador para navegar na internet. A investigadora destacou como curioso o facto de as crianças, apesar de serem utilizadores habituais da internet e de afirmarem “conhecer todos os riscos” terem sido incapazes de responder à questão “O que é a internet?”.



Analisar os vídeojogos como um novo medium para a educação foi a proposta de Luís Filipe Teixeira, da Universidade Lusófona. Partindo da afirmação “Tudo o que é mau faz bem”, de Steven Johnson, o investigador explicou que existem componentes positivas nos videojogos. Por um lado, estimulam e desenvolvem competências na área das tecnologias, por outro, trabalham a área conceptual e de raciocínio.

 

Ana Jorge, da Universidade Nova de Lisboa, veio trazer os resultados do estudo de caso que, juntamente com Cristina Ponte e Daniel Cardoso, levou a cabo. Encomendado pela Portugal Telecom, pretendia-se aferir o impacto de um parque tecnológico melhorado sobre um colégio religioso privado que ganhara um prémio desta empresa. Concluiu-se que, mais do que a tecnologia disponível, importa a relação e a filosofia educacional pré-existente, que vai guiar as implementações e controlos sobre as práticas e usos dos alunos.


Luís Filipe Teixeira relembrou, durante os comentários de encerramento da sessão, que os jogos existem desde a Antiguidade e que xadrez e videojogos “são ambos jogos virtuais”. O xadrez é tradicionalmente categorizado como “cultura humana”, mas todos os jogos “são também formas de arte”. Um jogo é um “processo”, não um objecto, que remete para estruturas da nossa própria consciência (lúdica e simbólica).

[AFC e SV, com DSC]

publicado por sopcom2009 às 21:12
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Jornalismo Religioso e Resistência à Censura

Rita Correia, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, deu início à sessão temática de “História dos Media” do SOPCOM. Sob o tema “Media e Cidadania”, a investigadora fez uma abordagem do jornalismo no período entre os séculos XVII e XIX. As fragilidades das estruturas jornalísticas, as expectativas que eram criadas à volta dos media e as exigências da cidadania foram os assuntos-chave da sua investigação.

“Publicações Periódicas Dominicanas” foi o tema trabalhado por Gabriel Silva, da Universidade Fernando Pessoa. O investigador fez um levantamento de jornais e revistas de carácter religioso do séc. XX. Um sector da imprensa que apesar de pouco conhecido teve forte impacto social, cultural e mesmo político.

Ana Cabrera, do Centro de Investigação Media e Jornalismo, investigou “O Estrangulamento da Imprensa Independente nos Anos 70 em Portugal”. Centrando-se no período pré-revolucionário da Primavera Marcelista em Portugal, a investigadora analisou exemplos de censura nos jornais e a forma como a imprensa reagiu a essa pressão. Ana Cabrera destacou ainda o recrutamento de novos jornalistas vindos das universidades e a forma como estes profissionais estiveram intimamente ligados à contestação do Antigo Regime.

[RJ]

publicado por sopcom2009 às 21:08
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Convergência Tecnológica vs Acessibilidade Aberta

A segunda sessão temática de “Comunicação Audiovisual e Multimédia” do SOPCOM começou com Nuno Brandão, do Instituto de Novas Profissões, que analisou as "categorias temáticas das notícias dos telejornais de horário nobre portugueses". O investigador debruçou-se sobre duas semanas dos meses de Outubro e Novembro de 2008.

Os resultados “proporcionaram dados atípicos e enviesados”, referentes a “726 notícias encontradas entre os três canais de televisão generalistas portugueses”. Nuno Brandão sublinhou que “os media não podem esquecer-se que são os principais actores da sociedade do conhecimento” e que é importante “terem capacidade crítica e reflexiva de forma a desempenharem o seu papel de cidadania”.

Adriana Nilo, da Universidade Federal do Tocantins, investigou os "critérios de edição e enunciação polifónica das vozes sociais em telejornais brasileiros de televisão pública e privada", seguindo uma linha de pesquisa relacionada com “texto, discurso e enunciação”. A investigadora sublinhou que “as emissoras comerciais têm mais programas dedicados ao entretenimento que à informação, educação ou cultura” e que “há maior predominância destes nas televisões educativas, culturais, universitárias ou ainda comunitárias”.

[IF]

publicado por sopcom2009 às 21:03
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Novas tecnologias como “novo fenómeno” de inclusão social

“O homem digital tende a consumir cada vez mais do meio em que actua, migrando as suas necessidades para esse meio”, defendeu Paulo Cezar Barbosa Mello da Universidade de S. Paulo, na primeira sessão temática de “Comunicação Audiovisual e Multimédia” do SOPCOM. Na apresentação do trabalho, o investigador questionou as tendências do consumo digital e a “importância da publicidade nos novos meios digitais, em canais como o YouTube ou o Orkut”.

 

Pedro Puga, da Obercom, apresentou um estudo relacionado com as “Telecomunicações e Inclusão Social – Aproximação à Realidade Portuguesa”. Nesta investigação, Pedro Puga analisou as tendências de crescimento das telecomunicações na sociedade portuguesa, afirmando que “as pessoas estão cada vez mais a abandonar o uso do telefone fixo” e a criar uma certa “dependência em relação ao telemóvel”. O telemóvel tornou-se indispensável para a inclusão social, concluiu.

 

[IF]

publicado por sopcom2009 às 21:00
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Uma Visão Cartográfica dos Postais Ilustrados

Miguel Bandeira, da Universidade do Minho (UM), expôs o projecto "A mediatização da experiência “turística”, através do postal ilustrado. Revisitando algumas paisagens de Portugal”, na primeira sessão temática de “Imagem e Cultura Visual”, coordenada por Vítor Reia-Baptista.

Este projecto está a ser desenvolvido por uma equipa do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da UM, e abrange várias áreas de estudo, entre as quais a especialidade de Miguel Bandeira, a Cartografia. Em análise estão as cidades de Braga, Viana do Castelo, Bragança, Viseu e Portalegre.

O investigador conduziu a plateia por uma breve viagem histórica dos postais ilustrados, mostrando as ligações entre os lugares históricos das cidades e a sua representação em postal, afirmando que “cada objecto representado converte-se em signo”.

O progresso do espaço urbano é outro dos factos que o postal ilustrado regista. Para Miguel Bandeira, “as grandes cidades destacam-se pela sua projecção nos postais”. Quando questionado sobre a possibilidade de o postal ser visto como um sub-género da fotografia, considerou que “o postal no seu formato tradicional ainda resiste aos suportes inovadores, de um modo admirável e curioso”.

[PR]

publicado por sopcom2009 às 20:58
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Potencialidades da Investigação em Ciências da Comunicação

Joaquim Fidalgo moderou a plenária do SOPCOM “Investigação nas Ciências da Comunicação”, que contou com a presença de Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa, Eric Felinto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Gonzalo Abril Curto, da Faculdade de Ciências da Informação de Madrid e José Manuel Paquete de Oliveira, Provedor do Telespectador da RTP.

Cristina Ponte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apresentou o tema “Potencialidades da Pesquisa Comparada no Estudo da Comunicação”. O projecto EU Kids Online, cuja equipa portuguesa é coordenada por esta investigadora, pretende tentar compreender como é que os jovens europeus se relacionam com os novos media, em especial a Internet.

O estudo comparado entre Portugal, a Polónia e o Reino Unido, será uma das bases para o alargamento da comparação aos restantes países da União Europeia. O objectivo do EU Kids Online é encontrar dados úteis a cientistas, professores e educadores. A pesquisa transnacional permite assim a recolha de informações mais completas num espaço progressivamente mais globalizado.

Eric Felinto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação (Compós), abordou o tema “A Pesquisa em Comunicação no Brasil”. O investigador explicou que a “comunicação brasileira é uma área aberta e que existe um grande incentivo à pesquisa”. No Brasil são atribuídas cem bolsas por ano para investigação, revelou.

José Manuel Paquete de Oliveira encerrou a sessão plenária com o tema “Para chegar onde chegámos, para sair de onde estamos”. Na sua apresentação, destacou o novo contexto político criado no país pela revolução de Abril de 1974.

O teórico apontou como sinais caracterizadores da investigação portuguesa a produção relativamente elevada, excessivamente abrangente e tematicamente dispersa e pouco apoiada empresarialmente. Apesar disso, o Provedor do Telespectador da RTP,  considera que “o papel assumido pelos media na criação de uma sociedade aberta, plural e livre, assim como a criação de centros de investigação, constituíram passos essenciais para a evolução das Ciências da Comunicação”.

[EH e RJ]

publicado por sopcom2009 às 20:54
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Entendimento Ibérico

Miquel de Moragas e Moisés de Lemos Martins presidiram à Sessão de Abertura do IV Congresso Ibérico. Na cerimónia estiveram também presentes Rui Estrela, da Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona e Pedro Jorge Brauman, da Universidade Nova de Lisboa.

A Conferência Inaugural do IV IBÉRICO foi proferida por Miquel de Moragas, Director do Instituto da Comunicação da Universidade Autónoma de Barcelona. O teórico defendeu que “a cooperação entre Portugal e Espanha é fundamental para abrir o espaço de comunicação com a América Latina”.

Para Miquel de Moragas, para que se consiga uma nova forma de participação na política europeia, é vital apostar no “entendimento ibérico”. As políticas comunicacionais, explicou, são parte indissociável das políticas democráticas. Para combater as divergências culturais, “é necessário ter duas políticas fundidas, uma para o suporte tecnológico e outra para o suporte cultural, de forma a alcançar uma só realidade: a sociedade da informação”.

[EH e RJ]

publicado por sopcom2009 às 20:51
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SOPCOM continua a decorrer

A tarde de ontem, dia 16, foi mais uma altura de sessões temáticas, com vários assuntos abordados.

 

Deixamos aqui mais um pequeno registo do sucedido.

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 15:24
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Público em Estúdio: a Criação de uma Identificação Imaginária Colectiva

Eduardo Cintra Torres, do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, apresentou “A Multidão no Estúdio” na primeira sessão de Comunicação Audiovisual e Multimédia da SOPCOM. O investigador analisou vários talk-shows, concursos e debates para tentar entender o que transmite o público presente em estúdio. Cintra Torres concluiu que o público “pretende favorecer uma identificação imaginária colectiva que convive ou colide com a individual”.

 

 

Carlos Canelas, da Universidade de Aveiro, debateu o tema “ Os Profissionais da Edição de Vídeo da Informação Jornalística Diária da RTP”. O investigador revelou que, apesar de “90% de toda a informação jornalística ser editada em vídeo, os seus editores praticamente não são mencionados nas peças”. Canelas, através da realização de inquéritos e entrevistas, concluiu que “só metade dos editores tem curso superior e, mesmo assim, alguns desses não têm formação na área específica em que trabalham”.

 

[EH]

publicado por sopcom2009 às 14:19
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Percebendo a Literacia dos Media

Os oradores da primeira sessão temática sobre “Comunicação e Educação” da SOPCOM partilharam a preocupação pela falta de conteúdos sobre literacia dos media nos cursos de comunicação. Moderada por Cristina Ponte e Sara Pereira, a sessão contou com as participações de Vítor Reia-Baptista, da Universidade do Algarve, e de Judith Cortés Vásquez, do Instituto Tecnológico de Monterrey.

 

Vítor Reia-Baptista considerou que “histórica e culturalmente falando”, “os jornalistas são avessos à introdução do termo pedagogia” na sua profissão. Enquanto discursava sobre o projecto EuroMeduc, que visa criar uma rede europeia de literacia dos media, salientou que esta questão é bem mais abrangente e “muito mais difícil de avaliar” do que a literacia digital. O papel dos media como formadores de opinião é uma realidade, assim a falta de cadeiras ligadas à educação nos cursos de comunicação deve ser corrigida.

 

 

 

Esta opinião foi partilhada por Judith Cortés Vásquez que falou da realidade mexicana, nomeadamente do “atraso educativo do país”. Acrescentou ainda que no México “os profissionais da comunicação estão a ser chamados para trabalhar na formação de adultos”, alertando para a necessidade de preparação para esse fim.

 

Vítor Reia-Baptista destacou o empenho da Comissão Europeia no combate à iliteracia, e referiu que os estados membros devem apresentar indicadores de literacia da população em 2010, o que é um passo importante para uma melhor compreensão e solução do problema.

 

[PR]

publicado por sopcom2009 às 14:17
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Ficção Televisiva e Blogues que Criam Laços

A professora Marcia Tondato, da Universidade de São Paulo, iniciou a terceira sessão de Sociologia de Comunicação LUSOCOM com a apresentação de “Ficção Televisiva e Publicidade no Prime-Time Português e Brasileiro”. Um trabalho realizado em co-autoria com Isabel Ferin Cunha, Fernanda Castilho Santana (Universidade de Coimbra), Maria Aparecida Baccega e Diana Gualberto de Macedo (Escola de Publicidade e Marketing).
 
Neste estudo, as investigadoras apuraram que Portugal tem um ritmo mais lento que o Brasil na apresentação do noticiário televisivo. Por outro lado, apesar de existir um elevado volume de anúncios publicitários, é dada mais relevância e espaço à informação. No Brasil, “as telenovelas preenchem, praticamente, todo o horário nobre deixando o telejornal com menos tempo de antena”.

Manuel Antunes da Cunha, da Universidade Paris II, apresentou o tema “A (re)apresentação de si nos blogues dos luso-descendentes de França”. O investigador focou-se na capacidade de os blogues criarem e manterem laços entre a comunidade imigrante. “Apesar de muitos deles não falarem correctamente português, os imigrantes são extremamente apegados às raizes e às suas origens”, explicou. Os blogues funcionam, assim, como “espaços de auto-publicação na Internet”, que ajudam a “tomar posição no mundo das representações sociais”.

[EH]

publicado por sopcom2009 às 13:04
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As transformações no Jornalismo e nos seus géneros

A quarta sessão da temática de Jornalismo teve início com a apresentação do professor Fernando Correia, da Universidade Lusófona, que abordou a transformação do jornalismo português entre 1956 e 1960. Este destacou a importância da criação dos jornais ilustrados e do início das emissões regulares da televisão, no desenvolvimento do jornalismo da época, considerando “um período decisivo na evolução dos media ainda que condicionados ao regime salazarista”.

A segunda intervenção ficou a cargo de Joana Marques, da Universidade Nova de Lisboa, que apresentou a temática dos géneros jornalísticos e a sua transformação. A investigadora focou a evolução tecnológica e a forma como a linguagem imagética está a subtrair a linguagem verbal, dando exemplos concretos de jornais com publicações de infografias.

 

Na intervenção seguinte Thaís Furtado, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, que trouxe a debate a temática das crianças como consumidores, e a influência que os media têm no incentivo ao consumo. Fenómenos como os futebolistas profissionais e modelos cada vez mais jovens, são alvo da atenção da investigadora acerca da eliminação da noção de infância.

 

[RJ]

 

publicado por sopcom2009 às 12:29
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Cinema Entre Arte, Efeitos e Filosofias

 A relação do cinema com o pensamento e as ligações entre literatura e cinema estiveram em debate na quarta sessão de “Estudos Fílmicos”, moderada por Paulo Braz Clemêncio Schettino. Participaram na temática: Elisabete Rodrigues e Carmen Jose da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Universidade São Judas Tadeu, Vânia Guerreiro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Susana Viegas da Universidade Nova de Lisboa.

 

Elisabete Rodrigues, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e Carmen Jose,  vinda da Universidade Judas Tadeu, falaram sobre a evolução descritiva da migração do Nordeste para o Sudeste Brasileiro, estabelecendo pontes de contacto entre o livro de 1938, Vidas Secas, à sua adaptação para filme em 1963, Bicicleta de Arara, até ao filme de 2003, O Caminho das Nuvens.

 

O estudo deste movimento migratório característico da região foi sendo feito através da literatura e do cinema, e a evolução dos meios de transmissão da mensagem acompanharam a evolução simbólica das suas personagens; por exemplo, enquanto em Vidas Secas o “nordestino” caminha sem tirar os olhos do chão, em O Caminho das Nuvens este segue de cabeça erguida, e este percurso é transmitido pelo realizador enquanto este filma os caminhantes com o céu como linha de horizonte.

 

 

Vânia Guerreiro falou dos filmes da era digital, como Beowulf, e de como estes representam um “regresso às origens do cinema”, através do “fascínio pela novidade e reacções sobre os públicos” que estes provocam. Para demonstrar essa ideia, falou de Chaplin em Tempos Modernos - sem efeitos especiais a não ser a própria presença do autor, conseguindo transmitir a sua mensagem pela expressão corporal e não pela mensagem falada.

 

Para Vânia Guerreiro, “tal como o cinema esteve para o séc. XX, estão os videojogos para o séc. XXI”. O regresso às origens faz-se pelo efeito que este “novo cinema” provoca no público.

 

Susana Viegas discursou sobre filosofia e cinema, aplicando o termo “filmosofia”. Nas suas palavras, “alguns filmes não só levantam questões filosóficas como apresentam as respostas”. Na sua opinião, “tal como o cinema se tornou filosófico, a filosofia também se tornou fílmica” e é do interesse dos filósofos estudar este fenómeno.

 

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publicado por sopcom2009 às 12:15
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As Realidades Alternativas da Comunicação

A terceira sessão de “Comunicação Audiovisual e Multimédia” teve como oradores vários elementos da Universidade Lusófona e da Universidade de Aveiro. Desde a emergente importância da internet entre os jovens, passando pela evolução do vídeo fulldome, ao desenvolvimento dos jogos de realidade alternativa, várias foram as abordagens à temática moderada por Célia Quico e Xosé Soengas.

 

Célia Quico, da Universidade Lusófona, apresentou parte do seu estudo intitulado "Participação nos media e os jovens dos 12 aos 18 anos: estudo de avaliação de um formato ‘cross-media’" ,publicado na revista Prisma em Julho de 2008. Dos resultados apurados, destacou a tendência dos jovens portugueses para a “adopção da internet como meio preferencial de obter conteúdos de entretenimento”. Mostrou também dados estatísticos que apontam que a criação e manutenção de conteúdos online têm “expressão significativa nos jovens”, dando como exemplo os blogues e fotoblogues.


Patrícia Gouveia, vinda da mesma instituição, dissertou sobre os jogos de realidade alternativa, dando vários exemplos em que existe uma grande interactividade entre os jogadores. Forneceu como exemplo específico as interacções dentro e fora da Internet entre jogadores, bem como casos em que são usados vários formatos para a realização do jogo (como pistas escondidas em jornais locais publicados). Este tipo de jogos “promove a interacção com sentido” entre os participantes.



Ana Figueiredo e André Ferreira, vindos da Universidade de Aveiro, falaram sobre o vídeo fulldome, o termo utilizado para referir o cinema imersivo, normalmente projectado sobre o lado interior de uma cúpula (a palavra portuguesa para dome). Ao passo que a primeira apresentação se debruçou sobre o seu processo de produção, a segunda concentrou-se sobre que diferentes tecnologias podem ser usadas para a criação de conteúdos deste género.

 

 Ana Figueiredo lamentou a falta de exploração do Fulldome em Portugal, salientando contudo o trabalho desenvolvido pela Fundação Navegar, a única que opera no nosso país. Por seu lado, André ferreira salientou os potenciais do Fulldome, e a “vantagem de não existir necessidade de grandes recursos de hardware e software”.

 

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publicado por sopcom2009 às 09:44
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Dia 16: o Segundo Dia do Congresso SOPCOM

 

Os alunos da Universidade Lusófona continuaram a sua cobertura áudio-visual do evento, que trazemos agora ao público.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 08:49
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A Tarde em que o Congresso SOPCOM Abriu

Apresentamos agora uma pequena reportagem da tarde de abertura do Congresso SOPCOM.

 

 

 

publicado por sopcom2009 às 08:43
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Ficha Técnica



Edição e Coordenação
Carla Rodrigues Cardoso
Daniel dos Santos Cardoso

 


Redacção e Fotografia das temáticas
Ana Filipa Cordeiro
Chrystian Lima
Edi Hernandez
Irina Freitas
Paulo Rosa
Rui Joaquim
Silvana Veiga

 


Coordenação Vídeo
Sara Pina

 


Grafismo
Timóteo Rodrigues

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